| (ainda breve e sem estar devidamente documentada) | | | | Diz-se então aqui pelo Jarmelo, que nos finais do séc XIX, um tal de Lopes, veio fugido de Itália, onde era um político de nomeada. | | Acontece que o dito Lopes, depois apelidado de Napolitano, Veio refugiar-se nas terras do Jarmelo, mais propriamente na Pereira. Ali casou com uma jovem de 18 anos, e para espanto geral, apresentou no dia do casamento, como forte motivo para ser aceite, um alqueire de moedas todas em ouro! Isto diz o povo que sempre ouviu contar aos mais antigos. | | O Napolitano, ou Lopes, terá fugido por questões políticas, e fê-lo num cavalo de um porte impressionante, que gostava de mostrar por onde quer que passasse, este cavalo, ninguém mais se atrevia a montar, pois diz-se que só o dono o dominava! Na sua longa viagem de Nápoles até ao Jarmelo, terá vivido de arranjar caldeiros e outros utensílios ligados á arte de "caldeireiro" atravessando Espanha até chegar. | | Foi um homem afamado na região pelo seu impressionante porte atlético, e ainda pelo seu génio particular, não sendo um homem violento, era respeitado pela sua postura e compleição física. | | Teve filhos, alguns, depois netos, muitos e ainda vivem familiares descendentes dele, que tomaram o nome na região do jarmelo de "Caldeireiros", que ainda hoje sustentam, não interessa se todos por orgulho se alguns por alcunha perjurativa. | | Aos que sendo "Caldeireiros" de alcunha, não se sintam menosprezados, mas sim orgulhosos de um homem que percorreu com raro sentido de aventura, desde Nápoles, na Itália até ao Jarmelo |
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